• Sgt Tânia Guerreiro

Quebrando o Silêncio - parte I

Em meio as almas e sonhos calados, nossa batalha a favor de crianças e adolescentes nunca parou.


por Tânia Guerreiro



Há mais de 30 anos temos lutado para que menos crianças e adolescentes sofram e com isso, entendemos que precisamos nos unir cada vez mais. Sociedade, poder público, comunidades religiosas, organizações sem fins lucrativos, pais, rede de educadores! Cada um tem seu papel de destaque e mudança nesse contexto.


Hoje de maneira bem simples, gostaria de começar falando com você pai, mãe e responsável que cuida de um pequenino em casa: estamos juntos, mas como podemos protegê-los desse mal?


Nossa série de cuidados que devem ser seguidos no dia a dia se inicia agora, abordaremos temas e subtemas para cada público e através de várias dicas, vou te mostrar como podemos nos prevenir.


Vamos juntos?


  1. Nunca deixe seu filho dormir fora de casa, ainda que seja em casa de amigos ou parentes;

  2. Nunca contrate prestadores de serviços quando estiver ausente. Faça isso quando você estiver em casa e não se descuide jamais;

  3. Ao levar seu filho à escola, coloque-o do portão para dentro, e só se retire quando ele estiver dentro do estabelecimento. Tenha certeza de que ele não saiu;

  4. Nunca deixe seu filho sozinho em banheiros públicos;

  5. Caso seja uma criança maior e se recuse ir ao banheiro do sexo oposto, deixe-a ir sozinha, mas fique na porta. Se ela demorar, chame-a pelo nome e, se preciso, entre. Você pode e deve ter certeza de que está tudo bem;

  6. Não deixe seu filho ter privacidade no computador; Este deve estar em local onde todos tenham acesso.

  7. Procure sempre conhecer os amigos de seus filhos e, se possível, a família e onde moram. Tenha o número de telefone dos pais dos amigos;

  8. Diga sempre a seu filho que ninguém pode tocar em suas partes íntimas e nem ele nas partes íntimas de outras pessoas ou crianças;

  9. A criança abusada traz na roupa íntima uma sujeirinha a mais do que aquela que não se limpa direito. Queixa-se de dores, há assaduras nos órgãos genitais e até mesmo possíveis doenças sexuais;

  10. Vigie sempre quando estiverem brincando com crianças mais velhas, o tipo de comportamento e brincadeiras entre elas.


A violência sexual contra crianças e adolescentes acontece mais próxima e frequentemente do que se pode imaginar. O silêncio, consentido ou receoso, é um dos principais motivos pelos quais esse mal se torna tão difícil de ser erradicado.


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Como denunciar em Curitiba?

As denúncias podem ser feitas pelos telefones 100 e 156

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